BITCOIN E O MEIO AMBIENTE

19 de maio de 2021

Durante 30 anos trabalhei em bancos de investimento, desde então, tenho acompanhado a discussão – com curiosidade – sobre o surgimento de blockchains e suas aplicações, a mais famosa delas: o bitcoin, um dinheiro eletrônico.

A vertiginosa valorização, popularização do bitcoin ainda é muito debatida e às vezes até controversa, muitos entendem que se trata de uma bolha e não enxergam valor nele como um ativo digital.

Mas essa explosão traz uma outra discussão: o custo energético e ambiental para a manutenção do bitcoin.

Para a rede funcionar, o bitcoin precisa ser minerado, e isso consome energia, muita energia.
Se fosse um país, o Bitcoin estaria em 28º lugar no consumo global de energia, segundo levantamento da Universidade de Cambridge.

Atentos a essa questão, muitos prefeitos e administradores públicos estão buscando como as cidades podem contribuir para essa discussão.

Enquanto Nova Iorque estuda proibir a mineração do bitcoin em todo o estado, o prefeito de Miami quer tornar a cidade em um polo de mineração com energia limpa na cidade.

No Brasil, a mineração de bitcoin tem como grande impeditivo o preço da energia e a importação dos equipamentos devido a desvalorização do real.

Seguirei atenta aos debates sobre impactos ambientais e oportunidades que a mineração de bitcoin podem trazer ao nosso município.

Devemos monitorar também o desenvolvimento de blockchains. Essa tecnologia se apresenta como uma excelente ferramenta de governos digitais, aumentando muito a transparência e proteção de dados. Poderia por exemplo ser aplicada como uma camada extra de segurança em eleições. Uma opção muito melhor que o voto impresso.

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