Dados Abertos e Govtech: qual o impacto na vida do cidadão?

28 de maio de 2021

Na noite desta 5ª feira (27/05), aconteceu mais um evento online da série “Transparência e dados abertos na administração pública”, um dos principais pilares do mandato da Vereadora Cris Monteiro (Novo). O tema da live foi “Dados Abertos e Govtech: qual o impacto na vida do cidadão?” e contou com a participação de Gustavo Maia – Fundador e CEO do Colab, Igor Guadalupe – Fundador e Diretor Executivo do GESUAS e Raquel Cardamone – Especialista em cidades inteligentes e fundadora da Bright Cities.

O encontro debateu a importância das Govtechs e seus impactos positivos e inovadores para a gestão pública e para o dia a dia da vida dos cidadãos e suas relações com as suas cidades.

“Startup é uma empresa nova com capacidade de crescer muito rápido, pelo fato de usar a tecnologia. A GovTech é uma startup na área governamental. São empresas que resolvem rapidamente os problemas do governo. Os dados abertos precisam ser atraentes e de fácil acesso, só aí terá transparência. Precisamos transformar o dado em informação”, explicou Raquel.

O BrazilLab define “GovTech” como a infraestrutura de tecnologia e soluções inovadoras que os departamentos do governo usam para fazer seu trabalho interno ou fornecer serviços aos seus “clientes”, ou seja, os cidadãos.

“Criamos uma ferramenta para o cidadão participar, de forma moderna, ao mesmo tempo trazendo a Prefeitura, com ferramenta de gestão para ajudar o governo a trabalhar e o cidadão a cobrar”, disse Gustavo.

Em outras palavras, GovTech é a modernização e a utilização da tecnologia para solucionar os problemas internos da administração pública, fazendo com que serviços públicos se tornem mais eficientes, menos burocráticos e mais precisos, impactando diretamente na qualidade de vida do cidadão e no seu sentimento de engajamento cívico.

“O dado estar aberto faz com que mais pessoas tenham acesso àquela informação e tenha controle social. Com os dados abertos, a população consegue fazer um cruzamento de dados e acompanhar quanto está sendo gasto. Tudo na “coisa pública” deveria ter transparência. Só dessa forma a população conseguirá fiscalizar. O Governo pode ter todos os dados dele aberto, mas não ser transparente. Precisa estruturar de uma forma que todo mundo consegue acessar e compreender”, disse Gustavo

As GovTech geralmente surgem em formato de startup e se desenvolvem através de parcerias entre o setor público e privado para gerar soluções para cidades e governos. Sai o consumidor e entra o cidadão. Extrai-se daí um conceito básico de que as GovTechs promovem a transformação por meio da união entre tecnologia e demandas governamentais.

“Quanto mais informações você tiver disponível, mais poderá identificar os problemas e aí ser mais assertivo nas soluções. Com os dados abertos, o cidadão conseguirá ser protagonista, podendo contribuir mais com a política e o governo. Quando falamos de tecnologia, a tendência é ter governos mais eficientes, com dados acessíveis para todos os cidadãos”, disse Igor.

O espaço para inovação precisa existir no governo interna e externamente, tanto com laboratórios próprios quanto em diálogo com a sociedade civil e instituições privadas. Os benefícios econômicos da implementação da entrega de serviços públicos por canais digitais são evidentes, da ordem de 97% mais baratos em relação ao modelo corrente. 

“Precisamos encontrar soluções tecnológicas, para termos governos mais transparentes e eficientes. Essa é a solução”, finalizou a vereadora Cris Monteiro.

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