Ampliação do MASP: o sonho vai sair do papel

24 de agosto de 2021

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) ganhará um novo prédio de 14 andares, vizinho ao museu na Avenida Paulista, e, com isso, a área de exposição ficará 66% maior, passando de 10.485 m² para 17.680 m², com novas galerias (sete), salas de aula, laboratório de restauração, loja e depósito. A mudança em nada impactará na arquitetura do edifício-sede, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi.

O esqueleto do Edifício Dumont-Adams vai passar por uma mudança estrutural, com aproveitamento da fundação, mas remoção do miolo, das lajes, para dobrar o pé direito e permitir salões livres para exposição. O projeto do escritório dialoga com o de Lina Bo Bardi também no térreo. O edifício não vai ter um vão livre, mas será envidraçado, transparente, com pé direito de 8 metros, em escala similar. Acima dele será aplicada uma tela de alumínio.

O projeto também tem uma preocupação sustentável, começando pelo fato de utilizar as fundações já existentes e alcançando ações de eficiência energética, como uso de iluminação em LED e a “pele” que vai envolver o prédio, fazendo sombra, deixando-o menos aquecido e com menos demanda dos aparelhos de ar condicionado.

Atualmente, por limitações físicas, pouco mais de 1% do acervo do museu é exposto. São mais de 11 mil pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos e continentes. Este é o acervo de arte europeia mais relevante do Hemisfério Sul e o projeto pretende conceber uma das mais modernas infraestruturas museológicas da América Latina, com financiamento de pessoas físicas, cujas doações somam R$ 180 milhões.

“Estou muito feliz com a ampliação do MASP, o nosso cartão postal. Investir na cultura, é investir na própria sociedade”, disse a vereadora Cris Monteiro.

Durante o domínio talibã na região, as mulheres não tinham permissão para trabalhar ou estudar e deveriam ficar confinadas em casa. Elas só poderiam sair se estivessem acompanhadas de um homem. Era obrigatório o uso da burca, cobrindo todo o corpo, da cabeça aos pés, e mulheres acusadas de adultério eram apedrejadas na rua. 

O Talibã também proibiu música, filmes, televisão e livros. Artefatos culturais foram destruídos. “Podemos lembrar que o grupo ordenou a queima da Biblioteca Central de Cabul em 1998, onde manuscritos milenares foram perdidos, bem como a destruição dos Budas de Bamiyan.

Foto: Metro Arquitetos/ Divulgação

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