AS MULHERES INVISÍVEIS DE SP

25 de junho de 2021

São Paulo possui 3.604 mulheres em situação de rua. Dessas mulheres, 1.994 se encontram em “situação de calçada”, ou seja, dormem ao relento, e não nos centros de Centros de Acolhida para Mulheres espalhados por São Paulo, que acolhem apenas 1.610 mulheres, do total de 11.693 pessoas.

As mulheres sofrem do preconceito constante e das próprias questões biológicas. Imagine como deve ser menstruar todo mês e só ter um miolo de pão para estancamento; ou até passar cólica debaixo de um viaduto numa noite fria! Quais medidas vêm sendo tomadas para ajudá-las?

São Paulo conta com uma das maiores Redes de Atendimento Socioassistenciais da America Latina, são mais de 1.300 equipamentos capazes de atender 220mil pessoas por ano! Só os equipamentos destinados à Pop Rua, são 164 centros espalhados, como Centros Temporários de acolhimento, Repúblicas, Núcleos e demais equipamentos que juntos podem atender até 32.263 pessoas. Apenas 6 desses equipamentos são da Rede Direta, os demais são convênios da Rede de Parcerias. Quanto aos serviços, são mais de 1.200 disponíveis.

As Mulheres em Situação de Rua são extremamente carentes de assistência, serviços especializados, e de afeto. Por conta da exclusão e preconceito, ficam cada vez mais à margem da Sociedade. Há um estigma gigantesco no “Morador de Rua” como aquela pessoa suja, com drogadição, que não faz nada, no entanto, 91% sabe ler e escrever.

Como promover renda para essas mulheres? Acolhimento seguro? Acesso a equipamentos de Saúde, como atendimento ginecológico, testagem de câncer de mama, e apoio menstrual?

Fonte: SMADS, 2019.

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