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Encontro “Mulheres e o tabu do preconceito etário” encerrou a série São Paulo Mulher

2 de abril de 2021

A série de eventos “São Paulo Mulher”, que teve como objetivo levantar informações sobre a situação da mulher na cidade de São Paulo, terminou na noite desta 5ª feira (1/04), com o tema “Mulheres e o tabu do preconceito etário”. As convidadas foram Cléa Klouri, Sócia do Hype 50+ e fundadora do Silver Makers e Ana Pliopas- Doutora em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e Coaching Profissional.

O ageísmo e a discriminação por idade são termos frequentemente usados como sinônimos. Porém, o ageísmo é o processo de criar estereótipos e refere-se a como o indivíduo e a sociedade agem com uma pessoa ou grupos de pessoas mais velhas. Esse tipo de atitude, que em última instância afeta a todos que envelhecem, ainda é pouco discutido e pode ser percebido nas atitudes, práticas e pensamentos discriminatórios, bem como nas políticas institucionais que excluem ou limitam a participação dos idosos.

O envelhecer é mais difícil para as mulheres, um homem de cabelos brancos é charmoso, já a mulher é considerada desleixada. A mulher ao ficar viúva ela procura se socializar, fazer cursos, participar de grupos, praticar atividade física, já o homem, procura casar novamente, eles não sabem ficar sozinhos. Normalmente a mulher é a cuidadora da família, ela cuida da casa, dos netos, dos filhos e do marido.

“Enfrentar a questão da idade e ser mulher no mercado financeiro, me ajudou muito, trouxe um olhar mais crítico. Ganhar protaganismo em ambientes difíceis nos fez ficar mais atentas. Envelhecer passando por essa realidade, nos equipou melhor”, disse Ana Luiza.

Uma carta compromisso será elaborada pela vereadora Cris Monteiro, a partir dessa série de eventos. O objetivo da carta é dar andamento ao que foi discutido, cobrando soluções dos órgãos competentes.

A partir dessa live, foram levantados pontos importantes como:

– A importância da intergeracionalidade no mercado de trabalho: O mundo está envelhecendo e cada vez nascendo menos crianças. Os empregadores precisam se adaptar e recolocar o idoso no mercado de trabalho, mas se preparar para isso, porque é um outro tipo de funcionário, com muita experiência, mas com menos horas de trabalho, mais dificuldade com o uso de tecnologia, entre outras peculiaridades. É muito importante a troca de experiência entre os mais velhos e os mais jovens. 

-É urgente criar ferramentas para tornar SP uma cidade amiga do idoso, com melhores condições de calçadas, transportes…. E também criando uma cultura de respeito aos mais velhos. 

-Mudança do símbolo do idoso na comunicação pública, não dá mais para ser o velhinho de bengala. Os idosos de hoje em sua maioria são muito ativos.

“Precisamos que todos tenham um olhar de acolhimento para com os idosos. A nossa geração revolucionou o mundo num determinado momento, trazendo para a sociedade o feminismo, o hippie e agora estamos revolucionando a longevidade. Somos a primeira geração que está revolucionando a longevidade”, finalizou Cléa Klouri.

Quer saber mais? Clique aqui e veja o evento completo

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