Envelhecimento em Pauta discutiu Vacinação COVID-19, 177.285 mil idosos já receberam a primeira dose na capital paulista

22 de fevereiro de 2021

Nesta 2ª feira (22/02), a vereadora Cris Monteiro (Novo/SP) e o OLHE trouxeram para a Câmara Municipal de São Paulo, de forma semipresencial, o debate Envelhecimento em Pauta, com o tema Vacinação COVID-19.

Com a pandemia do novo coronavírus, estamos vivendo tempos únicos. Até certo ponto é esperado que nos sintamos mal, ansiosos, com raiva, insatisfeitos ou tristes devido a tantos desafios que aparecem à nossa frente todos os dias.

Enfermeira e professora associada da USP (Universidade de São Paulo), Yeda Duarte mediou a discussão e enfatizou que os efeitos da pandemia têm gerado medo, sobretudo pela falta de vacinas. “Não há vacinas para todos e isso tem gerado ansiedade nas pessoas sobre quando serão vacinadas. Por isso é preciso estabelecer critérios de prioridade”, afirmou.

Também presente, Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, disse que o Brasil precisa de mais vacinas. Hoje, o processo de imunização no país é feito com duas vacinas: a Coronavac, do Instituto Butantan, e a AstraZeneca, de Oxford. Segundo a coordenadora, a cada dez brasileiros vacinados, nove tomam o imunizante chinês.

O Secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco participou do evento e reforçou que a vacinação deve seguir rigorosamente os critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização que, no primeiro momento, tem definido os grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, quilombolas e idosos.

De acordo com Zamarco, 177.285 mil idosos com mais de 60 anos já receberam a primeira dose na capital paulista e pelo menos 16.245 já tomaram a segunda dose da vacina. Zamarco também disse que todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estão capacitadas para receber a notificação de efeitos adversos após a vacinação.

A realização do debate contou com a iniciativa da vereadora Cris Monteiro (NOVO), que defendeu a sensibilização do tema, sobretudo para quem ainda não é idoso. “Se não somos idosos, temos pais, tios, conhecidos, amigos idosos. Ou seja, o idoso tem que ser a nossa prioridade, principalmente nesse período. É preciso educar as pessoas sobre essa questão”, argumentou a parlamentar.

O encontro envelhecimento em pauta de fevereiro também contou com a participação do Secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido, além de técnicos das Secretarias da Saúde do Estado e do Município e trouxe dicas importantes sobre a vacinação prioritariamente para os idosos, para que possam retomar suas vidas e voltar a conviver com amigos e familiares.

Idoso na cidade de São Paulo

  • Dos mais de 1,8 milhão de idosos da cidade de São Paulo, 290.771 (16%) vivem sozinhos, sendo 22.680 deles com 90 anos ou mais. Mais de 8 mil idosos, por diversas razões, não têm a quem pedir ajuda caso precisem. Eles não contam com uma rede de suporte social ativa e eficiente. (Estudo SABE- Agência FAPESP).

    A condição de saúde dos idosos também é motivo de preocupação, sobretudo pelo fato de eles apresentarem doenças consideradas de risco para a COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Entre os que moram sozinhos, 63,1% (183.477) têm duas ou mais doenças crônicas simultâneas. Entre as doenças mais comuns, 67.9% (197.434 idosos) são hipertensos, 25,4% (73.856) têm diabetes, 22.9% (66.587) apresentam alguma doença cardíaca e 9.3% (27.042) têm doença pulmonar crônica.

    Além do alto índice de doenças crônicas, há outros fatores que preocupam os especialistas: 12,9% (37.510) dos idosos são frágeis e 52.2% (151.782) são pré-frágeis – têm pouca resistência ou energia, perdem peso involuntariamente e declaram sentir fraqueza, entre outros fatores de risco.

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