#MêsDaMulher: Assédio Sexual

22 de março de 2021

Já me mostrei inúmeras vezes enojada com o fato ocorrido com a Dep. Isa Penna, e sei que este não é um caso isolado, e que todas estamos suscetíveis a esses tipos de crimes. A cada 1,4 segundos uma mulher sofre assédio sexual no nosso país! Lastimável!

Assédio Sexual é tipificado como qualquer comportamento em que a vítima passe por uma situação libidinosa sem consentimento, podendo ou não sofrer contato físico, na intenção de criar uma vantagem entre o opressor e a vítima. Geralmente, o agressor, na maioria dos casos um homem, se aproveita da sua situação de poder para tirar vantagem de alguma situação através de atos com cunho sexual. Como assim, Cris?

Por exemplo, em uma situação em que uma mulher tem que se expor sexualmente ou conceder favores sexuais em troca de uma promoção, sem que ela queira, e sem que haja qualquer outra alternativa, podendo correr até o risco de demissão, é assédio sexual.

Esse crime ocorre em vários lugares e no trabalho não poderia ser diferente. De acordo com dados do Datafolha, 42% das brasileiras já sofreu assédio sexual no Brasil, seja no transporte público (22%), seja no local de trabalho (15%).

As ações na Justiça que tem como objeto o julgamento desses crimes cresceram mais de 200% nos últimos três anos, e a maioria desses crimes transita, de acordo com o CNJ, na esfera trabalhista. Ou seja, o ambiente de trabalho ainda é um dos locais mais perigosos para mulheres serem livres e autônomas.

Existem formas de acabar com isso: uma delas é ouvir a vítima e aplicar as penas equivalentes, o que não acontece da maneira que gostaríamos. Além disso, as empresas e todos os espaços de trabalho devem estar preparados para lidar com esse tipo de situação, seja por meio de canais de ouvidoria interna, seja por meio de workshops sobre o tema.

Assédio Sexual é consequência de uma cultura que não aceita que mulheres sejam livres.


Como pedir ajuda?
– Serviços de Saúde, como UBS, Ambulatórios e Hospitais são preparados para atender vítimas de violências desse tipo.
– Apoio profissional como médicas/os, terapeutas, advogada ou alguém que possa te ajudar nesse momento.
– Caso queira fazer uma denuncia, vá até uma Delegacia da Mulher ou comum, ou ligue para o 180 – Disque Denúncia.
– Converse com amigos de sua confiança e entenda que a culpa não é sua!

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