Mulheres e microcrédito

11 de março de 2021

O economista Muhammed Yunus é um dos nomes mais famosos na área de empreendedorismo e microcrédito. O “pai dos pobres”, como é conhecido, tem muito a ensinar sobre liberação de crédito para os que mais precisam.

Para Yunus a vulnerabilidade impede que as pessoas consigam créditos bancários, e por conta disso, ficam ainda mais excluídas economicamente.
Ao conceder empréstimos a essa parcela da população garantimos a melhoria de toda uma cadeia econômica.

As mulheres, segundo o economista, são peça chave para esse desenvolvimento focado, e, a maioria de seus clientes, 97% dos 8 milhões de consignados são mulheres, isso porque ele sabia que mulheres usariam sabiamente o dinheiro.

Você sabe a importância disso para a vida das mulheres? A concessão de crédito é capaz de transformar a vida inteira de uma mulher, que geralmente são as principais excluídas do mercado de trabalho.

Mulheres empreendem por diversos motivos, a maioria delas porque não conseguem emprego formal, pois têm que cuidar dos filhos e dos mais velhos da família. Recentemente, os efeitos da pandemia provocaram um aumento no número de mulheres que tiverem que começar a empreender para se sustentarem.

Mulheres em sua maioria empreendem por necessidade; já homens por oportunidade. Vamos mudar essa situação!

De acordo com o BCG, Boston Consulting Group, as startup fundadas por mulheres recebem menos investimentos, porém acabam faturando bem mais que as fundadas pelos empreendedores masculinos. homens recebem um aporte de US $2,12 milhões, enquanto as mulheres recebem US $935 mil. O faturamento foi de US$ 662 mil do homens contra US$ 730 mil das mulheres.

De acordo com a Rede Mulher Empreendedora, 51% dos empreendedores brasileiros são mulheres. Dessas, 30% são informais, seja por falta de dinheiro (para 64%), seja por medo de crescer e não conseguir sustentar o negócio.

Essa questão é interessante: se por um lado sabemos controlar gastos e finanças como ninguém, por outro, a insegurança faz com que tenhamos medo de crescer: 43% das empreendedoras alegam que mantêm o negócio na informalidade, porque julgam que pagar impostos poderia inviabilizar o seu empreendimento (RME). Porém, 73% delas fariam um empréstimo para investir no negócio (RME).

O que precisamos fazer para alavancar negócios femininos? O microcrédito é uma saída, porém o empréstimo de dinheiro deve vir acompanhado de boas práticas, como cursos de capacitação empreendedora, contabilidade e administração financeira. Não adianta apenas emprestar, se não investirmos em desenvolvimento pessoal dessas mulheres e de seus negócios!

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