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Procrastinar: você será cobrado com juros!

27 de agosto de 2025

Essa é minha primeira newsletter e se você se inscreveu para recebê-la, quero deixar claro: a ideia aqui, antes de qualquer coisa, é me conectar com você. É contar histórias que foram importantes para o meu crescimento, minhas vivências – tanto na política, quanto na minha experiência pregressa na vida corporativa.

E, na nossa primeira conversa, eu já vou logo a um assunto que me rondou a vida toda – um tema que parece ter apenas impactos pessoais, mas pode ter consequências coletivas: procrastinação.

Aquela tendência perigosa de adiar o que importa, o famoso “deixar pra depois” uma tarefa, uma conversa difícil, uma mudança necessária… ou até mesmo uma newsletter – risos.

A gente costuma achar que isso é só um hábito ruim, mas pode literalmente custar caro para o bolso e para a nossa saúde. Um bom exemplo é pensar num simples atraso naquele boleto que vence hoje, mas que você vai deixar para pagar amanhã – esse “deixar para amanhã” pode gerar uma multa de 2%. Parece pouco, mas pense isso todo mês repetidamente ao longo de anos… como eu disse: custa caro!!!

Mas não sentimos o impacto da procrastinação somente no bolso. Quando a gente adia uma conversa importante, a decisão de mudar de carreira, ou aquele exame de rotina, não estamos ganhando tempo: estamos contraindo uma dívida invisível. Que um dia vai nos cobrar, e cobrar com juros!

“Procrastinação é como um cartão de crédito: é muito divertido até a fatura chegar.”
— Christopher Parker

E como mudar isso? Não precisamos ser como Victor Hugo.

Vou te contar uma história inusitada: Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, era um exímio procrastinador, passava dias deixando a escrita “para depois”.

Quando o prazo final para entregar seu novo livro estava acabando, depois de meses sem escrever nada, ele tomou uma decisão radical: trancou todas as suas roupas e ficou praticamente pelado (isso, mesmo!! Você não leu errado) – o que o forçou a ficar em casa até terminar de escrever o seu livro.

A estratégia funcionou. Victor Hugo permaneceu trancado escrevendo furiosamente durante o outono e inverno de 1830. O Corcunda de Notre Dame foi publicado duas semanas antes do prazo final, em 14 de janeiro de 1831.

Não precisamos ser como Victor Hugo e chegar ao ponto de trancar nossas roupas para não sairmos de casa. Precisamos apenas cultivar bons hábitos.

Se você está aí com alguma coisa importante empacada, esse é seu sinal para começar. Uma página de cada vez. Um projeto de cada vez. Um e-mail de cada vez.

Procrastinar não é preguiça. Pode ser medo: medo de errar, de não ser bom e de não saber por onde começar. Comece pequeno, crie prazos e se organize. E principalmente: aceite que não vai sair perfeito.

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