Você sabe o que é precariedade menstrual?

2 de fevereiro de 2021

Precariedade menstrual é o nome dado a infeliz situação quando uma mulher é obrigada a usar materiais alternativos para conter o sangramento da menstruação, como jornal, algodão, miolo de pão e panos.

Essa situação ocorre principalmente pelo alto preço do absorvente!!

Brasil 🇧🇷
O Brasil tem uma das maiores taxas de imposto sobre absorventes no mundo: cerca de 35% do preço do produto é só imposto (a mesma alíquota dada a produtos considerados de luxo).
A realidade brasileira é ainda mais drástica visto, que segundo dados do IBGE, as mulheres ganham em média 20,5% a menos que os homens e estima-se que elas vão gastar em torno de R$5.000 comprando absorventes ao longo da sua vida, imagine o impacto econômico e social que isso terá na vida das brasileiras.

Estudos apontam que a incontigência menstrual dificulta a frequência em lugares públicos como escolas e trabalho, impactando negativamente o desempenho das mulheres nessas frentes e causando maiores abstenções nessas atividades.

✅ O que pode ser feito?

Porém, podemos fazer muita coisa para melhorar e reverter essa situação, inclusive observando o exemplo de outros paíse e outros estados brasileiros:

🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 Em novembro de 2020, a Escócia se tornou o primeiro país no mundo a oferecer absorventes de graça, será que não podemos implementar isso na cidade de São Paulo em alguns locais publicos, assim como já fazemos com os preservativos?

🇬🇧 O Reino Unido aboliu taxas em produtos sanitários no início deste ano.

🇩🇪 A Alemanha diminuiu o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) na comercialização de absorventes em 2020 de 19% para 7%.

🇫🇷🇵🇹Na França, caiu de 20% para 5,5% e, em Portugal, está na mesma categoria dos remédios, em 6%.
Há uma tendência mundial de reconhecer os itens como essenciais e de extrema importância.

*Mas não precisamos ir muito longe*
O Estado do Rio de Janeiro passou a considerar em julho de 2020 absorventes e fraldas descartáveis itens essenciais da cesta básica, com aliquota de ICMS de 7%.

Será que não podemos pressionar para o Estado de São Paulo reduzir o ICMS dos absorventes?

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