Atualizado em 25 de setembro de 2026
O que o mandato de Cris Monteiro fez contra o antissemitismo
Entre dezembro de 2023 e julho de 2026, o gabinete de Cris Monteiro na Câmara Municipal de São Paulo apresentou representações e ofícios ao Ministério Público, acionou órgãos da Prefeitura, apresentou medidas na própria Câmara Municipal e cobrou providências de outras instituições em episódios de antissemitismo, apologia ao nazismo e negação do Holocausto. O hotsite Ishuv reúne 21 registros da atuação do mandato junto à comunidade judaica.
Vereadora de São Paulo pelo Partido NOVO, Cris Monteiro é candidata a deputada federal por São Paulo com o número 3011. As leis, projetos e resoluções apresentados na Câmara Municipal sobre antissemitismo, memória judaica e relações com Israel estão reunidos em página própria: leis e projetos contra o antissemitismo. Esta página trata das demais ações institucionais e manifestações do mandato.
Os casos levados ao Ministério Público
Entre 2025 e 2026, o mandato levou diferentes episódios ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Em setembro de 2025, protocolou pedido de providências relacionado a um evento anunciado pelo PCO para 7 de outubro. No caso do show de Kanye West, apresentou notícia de fato ao MPSP e também acionou a Prefeitura de São Paulo, pedindo medidas preventivas relacionadas à realização do evento.
Em fevereiro de 2026, Cris Monteiro e Gerson Pires pediram ao Ministério Público a investigação de declarações de Jessé Souza. A representação, protocolada em 11 de fevereiro, sustentava que a fala deveria ser analisada diante da legislação contra discriminação e preconceito.
Nas semanas seguintes, o mandato também acionou o MPSP em relação à realização de uma conferência organizada pelo Masar Badil; a uma reportagem do The Intercept sobre turistas israelenses; a declarações de Breno Altman sobre a entrada de cidadãos israelenses no Brasil; e a uma postagem que associava judeus à criminalidade.
Em julho de 2026, Cris Monteiro protocolou representação na Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital relacionada ao show da banda irlandesa Kneecap, previsto para outubro em São Paulo. O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar o caso e determinou a suspensão temporária da venda de ingressos enquanto a situação era analisada.
O que passou pela Câmara Municipal
Em fevereiro de 2024, Cris Monteiro protocolou a Moção 4/2024, de repúdio a declarações do presidente Lula após a comparação, feita em Adis Abeba, entre a atuação de Israel em Gaza e o Holocausto. A ficha oficial da Câmara registra Cris Monteiro como autora da moção, apresentada em 21 de fevereiro daquele ano.
Em junho de 2024, o mandato apresentou uma medida contra a realização, nas dependências da Câmara, de um evento que classificou como “pró-Hamas”. O evento foi suspenso.
Em maio de 2026, a Comissão Extraordinária de Relações Internacionais da Câmara Municipal, então presidida por Cris Monteiro, aprovou requerimentos e notas de repúdio relacionados ao combate ao antissemitismo, entre eles uma manifestação ligada a um evento realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo no mês anterior.
Os ofícios enviados a outras instituições
Em agosto de 2024, o gabinete enviou dois ofícios relacionados a um painel exibido na Avenida Paulista com a frase “do rio ao mar”. O caso foi encaminhado à Procuradoria Geral do Município.
Ao identificar pichações antissemitas, o mandato oficia a Prefeitura e cobra sua remoção. Em agosto de 2024, pichações foram apagadas após esses pedidos.
Em abril de 2025, o gabinete acionou a Secretaria Municipal de Educação em relação a um evento da Federação Árabe Palestina do Brasil, a FEPAL, previsto para ocorrer no CEU Luiz Melodia, em São Miguel Paulista. A Prefeitura informou posteriormente que a palestra não ocorreria.
Em março de 2026, Cris Monteiro enviou ofício à reitoria da PUC-SP pedindo esclarecimentos sobre uma aula aberta com participação de Rawa Alsagheer.
A missão a Israel de julho de 2024
Em julho de 2024, a convite da Federação Israelita do Estado de São Paulo, a FISESP, Cris Monteiro visitou a Universidade de Haifa, o Beit Halochem e o sul de Israel. A viagem foi custeada com recursos privados.
O que é ação institucional e o que é posição pública
Discurso, artigo e postagem registram uma posição pública e não equivalem a um ato administrativo, legislativo ou judicial. Em dezembro de 2023, por exemplo, Cris Monteiro discursou na Câmara sobre as mulheres atacadas nos kibutzim e no festival de música durante os ataques de 7 de outubro. O registro é uma manifestação política da vereadora, não uma medida administrativa.
Da mesma forma, em maio de 2026 o mandato denunciou publicamente declarações do presidente do PCO, Rui Pimenta, que negam o Holocausto.
Como conferir
As ações descritas nesta página podem ser verificadas nas fontes abaixo:
- Hotsite Ishuv do mandato de Cris Monteiro: reúne os registros e as datas declaradas das ações relacionadas à comunidade judaica.
- Câmara Municipal de São Paulo — SP Legis: registra moções, projetos e outros atos legislativos. A Moção 4/2024, de autoria de Cris Monteiro, pode ser conferida diretamente na base oficial.
- Registro Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo: reúne registros e notas das sessões do Legislativo municipal.
- Ministério Público do Estado de São Paulo — Atendimento ao Cidadão: permite consulta de procedimentos quando houver número ou identificador publicamente disponível.
- Prefeitura de São Paulo — Consulta de Processos: permite consultar documentos e processos municipais quando houver número de protocolo ou processo.
- Notícias e registros de terceiros sobre ações do mandato também estão reunidos na página Cris na Imprensa. A página lista, entre outras, coberturas da CONIB, Pletz e do Portal da Câmara relacionadas aos casos de 2026.
Última atualização: 25 de setembro de 2026.