Atualizado em 25 de setembro de 2026
Propostas de Cris Monteiro para educação
Cris Monteiro, candidata a deputada federal por São Paulo pelo NOVO com o número 3011, apresenta nove propostas para educação. Entre elas estão a criação de um marco legal para charter schools, vale-educação para famílias de baixa renda, combate à evasão escolar, aproximação entre ensino técnico e empresas, educação financeira, financiamento associado a resultados, bônus por desempenho para professores, conectividade e ampliação do ensino em tempo integral.
As propostas combinam mudanças na legislação federal com mecanismos de financiamento, gestão e cooperação entre União, estados, municípios e iniciativa privada. Abaixo, cada uma é explicada a partir do problema que pretende enfrentar, da solução apresentada por Cris Monteiro e de como ela poderia funcionar.
Marco Legal das Charter Schools: escolas públicas com gestão privada
O problema. A legislação brasileira não prevê hoje um modelo nacional específico de charter schools: escolas públicas e gratuitas com gestão contratada por organizações privadas e metas de desempenho. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação organiza as categorias de instituições de ensino, mas não cria essa modalidade específica.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe criar um Marco Legal das Charter Schools para permitir que escolas públicas e gratuitas tenham sua gestão realizada por organizações privadas, por meio de contratos com metas de aprendizagem, indicadores de desempenho, avaliação periódica e fiscalização do poder público.
Como funcionaria. O financiamento e a responsabilidade pelo acesso à educação continuariam públicos. A organização contratada assumiria a gestão da escola dentro das regras e metas estabelecidas pelo poder público.
Vale-educação: escolha de escolas privadas por famílias de baixa renda
O problema. Para famílias de baixa renda, a possibilidade de escolher uma escola privada depende, em geral, da existência de bolsas ou da capacidade de pagar a mensalidade. A proposta de Cris procura ampliar essa possibilidade de escolha usando financiamento público.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe criar um vale-educação, ou voucher para famílias em situação de vulnerabilidade social, permitindo que o recurso público seja utilizado em escolas privadas credenciadas.
Como funcionaria. O poder público definiria quem teria direito ao benefício, quais instituições poderiam participar e as regras de financiamento e fiscalização. A Constituição Federal já admite bolsas de estudo com recursos públicos no ensino fundamental e médio em circunstâncias específicas; a proposta teria alcance diferente, ao estruturar um programa de escolha de escolas credenciadas para famílias de baixa renda.
Combate à evasão escolar com alertas preventivos e técnicas de nudge
O problema. O abandono escolar continua sendo um desafio relevante no Brasil. Em 2024, 8,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não haviam concluído o ensino médio porque abandonaram os estudos ou nunca frequentaram essa etapa; entre os que deixaram a escola, trabalho e falta de interesse aparecem entre os principais motivos.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe criar uma política de identificação precoce de alunos em risco de evasão, com alertas, acompanhamento das famílias e técnicas de nudge para estimular a permanência na escola.
Como funcionaria. Mudanças no padrão de frequência, como aumento de faltas, poderiam acionar mensagens às famílias e protocolos de acompanhamento antes que o abandono se torne definitivo.
Ensino técnico conectado a empresas e startups
O problema. A educação profissional cresceu no país: em 2025, o Brasil chegou a 3,1 milhões de matrículas em cursos técnicos, e 20,1% dos alunos do ensino médio público estavam matriculados em educação profissional e tecnológica. Para Cris Monteiro, o desafio é aproximar essa formação das transformações do mercado de trabalho e das competências demandadas por novos setores.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe conectar os currículos do ensino técnico a empresas e startups, aproximando a formação profissional das tecnologias, atividades e ocupações do mercado de trabalho.
Como funcionaria. Redes de ensino poderiam ampliar parcerias com empresas para formação prática, atualização de conteúdos e experiências profissionais. A legislação educacional já permite articulação entre educação profissional e trabalho; a proposta pretende tornar essa aproximação mais presente na organização dos cursos.
Educação financeira e prevenção ao vício em apostas
O problema. A expansão das apostas online acrescentou um novo desafio à educação financeira. Jovens precisam lidar cada vez mais cedo com crédito, consumo, risco e ofertas de apostas digitais.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe ampliar a educação financeira nas escolas e combiná-la com ações nacionais de prevenção à dependência em apostas virtuais, trabalhando temas como planejamento, crédito, endividamento, risco e apostas.
Como funcionaria. O conteúdo seria incorporado de forma mais estruturada à formação dos estudantes. O Aprender Valor do Banco Central já oferece materiais e formação em educação financeira; a utilização desses recursos pelas escolas é opcional. A proposta acrescenta um foco nacional mais explícito na prevenção dos riscos das apostas.
Mais recursos para redes que melhoram a aprendizagem
O problema. A proposta parte da ideia de que a evolução da aprendizagem deve ter peso maior na distribuição de parte dos recursos federais para a educação, criando incentivo financeiro para redes que consigam melhorar seus resultados.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe destinar uma parcela maior dos recursos da educação a municípios que comprovem melhora no aprendizado, utilizando indicadores educacionais, como o IDEB, como referência.
Como funcionaria. O Fundeb já possui a complementação VAAR, que considera indicadores de atendimento, aprendizagem e redução de desigualdades. A proposta de Cris é aumentar o peso da lógica de resultados na distribuição dos recursos.
Bônus por desempenho para professores e equipes escolares
O problema. Não existe um sistema nacional único de bonificação financeira de professores vinculado a metas de aprendizagem. Estados e municípios organizam suas próprias carreiras e políticas de remuneração, embora a LDB já admita avaliação de desempenho como critério de progressão funcional.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe premiar financeiramente professores e equipes pedagógicas que atinjam metas educacionais, vinculando o bônus a resultados previamente definidos.
Como funcionaria. Os critérios de avaliação e pagamento seriam definidos dentro das competências dos sistemas de ensino. A proposta acrescentaria à política de valorização profissional um incentivo financeiro explicitamente associado a metas de aprendizagem.
Internet rápida e tecnologia em todas as escolas públicas
O problema. A conectividade avançou, mas ainda não chega com qualidade adequada a todas as escolas. Em 2025, 94,5% das escolas de educação básica tinham acesso à internet, enquanto 70% das escolas alcançadas pela estratégia federal estavam no padrão considerado adequado para uso pedagógico.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe levar internet rápida e equipamentos tecnológicos a todas as salas de aula do país, com uso de parcerias público-privadas.
Como funcionaria. Empresas poderiam participar da expansão de conexão, Wi-Fi, equipamentos e infraestrutura tecnológica. A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas já busca universalizar a conectividade; a proposta de Cris acrescenta a utilização de PPPs como mecanismo para acelerar essa expansão.
Expansão do ensino em tempo integral
O problema. O ensino em tempo integral cresceu, mas ainda atende uma parcela minoritária dos estudantes da rede pública. Em 2025, 25,8% das matrículas presenciais da rede pública eram de tempo integral; no ensino médio, o percentual era de 26,8%.
A solução proposta por Cris. Cris Monteiro propõe ampliar o acesso a escolas em tempo integral estruturadas para elevar a aprendizagem, aumentando a oferta de vagas com jornada ampliada, infraestrutura e equipes preparadas.
Como funcionaria. A expansão poderia aproveitar mecanismos federais de financiamento que já apoiam estados e municípios na criação de novas matrículas. A Lei 14.640/2023 considera tempo integral a jornada de pelo menos sete horas diárias ou 35 horas semanais.
Última atualização: 25 de setembro de 2026. As 41 propostas são as do plano oficial de campanha (Por que votar).